O povo soviético não queria a dissolução da URSS

Em 17 de março de 1991 ocorreu na União Soviética um referendo sobre sua manutenção. Mas um importante setor do aparato estatal, liderado por Yeltsin e Gorbachev, estava empenhado em acabar com a existência da União e do socialismo. Os agentes do imperialismo souberam aproveitar a debilidade e a política capitulacionista de Gorbachev para confrontar etnicamente os distintos povos que formavam toda a União. Neste contexto foi realizado este referendo.

Mais de 148 milhões de pessoas votaram naquele dia, sendo 77,8% a favor da manutenção da URSS, como no quadro abaixo:

República Socialista Soviética
% a favor da manutenção da URSS
Azerbaijão
94,1
Bielorrúsia
82,7
Casaquistão
95,6
Quirguistão
94,5
Rússia
71,3
Tadjiquistão
96,2
Turcomenistão
98,3
Ucrânia
70,2
Usbequistão
94,8


As outras seis repúblicas sabotaram o referendo, passando por cima de suas próprias leis (Lituânia, Letônia, Estônia, Moldávia, Armênia e Geórgia). Apesar de o referendo não ter ocorrido oficialmente nestas repúblicas, elas aconteceram, no entanto, em alguns de seus distritos. Os resultados foram ainda mais favoráveis. Das seis repúblicas que realizaram a sabotagem, três são hoje membros da OTAN.

Com informações de Cultura Bolchevique

26 de março, dia do direito universal dos povos à rebelião armada


A classe média vai acabar?

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Há 24 casas vazias para cada sem-teto nos EUA


De acordo com o censo divulgado pelo governo dos EUA, ao final de 2008 o país tinha cerca de 129,4 milhões de moradias. Dessas, cerca de 18,6 milhões estavam desocupadas, o que representou um aumento de um milhão em relação ao último trimestre de 2007.

Desse número, 4,7 milhões são para uso esporádico (casas de férias), 4,1 milhões para aluguel e 2,3 milhões para venda. As outras 7,5 milhões estão vazias por motivos não especificados pelo relatório.

Andrew Leonard, no site Salon, observa que considerando outros números divulgados também pelo governo dos EUA em março de 2008, os quais revelam que foram contabilizadas 759.101 pessoas sem-teto em uma única noite de janeiro de 2006, isso significa que nos EUA há aproximadamente 24 casas vazias para cada sem-teto.



Pra bater no povo é só se vestir a caráter

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Original de Sidewalk Bubblegum © - Tradução de Glauber Ataide

O dia em que a URSS saiu da Copa do Mundo em solidariedade ao povo chileno


Jogo de ida entre URSS e Chile, em Moscou
Em 21 de novembro de 1973 estava prevista a partida eliminatória para a copa do mundo entre as seleções de Chile e União Soviética. O golpe fascista de Pinochet ocorreu em 11 de setembro, alguns meses antes. As consequências imediatas foram terríveis: assassinatos, torturas, desaparições, etc.

No jogo de ida, no Estádio Lenin, em Moscou, o duelo entre as seleções terminou em 0x0. Mesmo tendo sido alguns dias depois do golpe, seus efeitos ainda não se sentiam com tanta força. Mas no dia 21 de novembro já se tinha notícias das decorrências do golpe: assassinatos, torturas, desaparições e outras formas de violência contra a militância de esquerda. O papel que desempenhou o Estádio do Chile no golpe tornava este lugar indigno para a disputa de uma partida de futebol. O governo fascista de Pinochet faria este estádio entrar para a história mas, desgraçadamente, não por causa do futebol.

As autoridades soviéticas emitiram um comunicado à FIFA no qual se anunciava que a URSS não jogaria uma partida num estádio que havia servido de campo de concentração. A URSS pediu que a partida fosse anulada. A FIFA desconsiderou as petições soviéticas, apesar de uma delegação internacional ter visitado o estádio e ter testemunhado os presos no campo. O comunicado soviético dizia o seguinte: "por considerações morais, os atletas soviéticos não podem neste momento jogar no estádio de Santiago, salpicado com o sangue dos patriotas chilenos... A União Soviética protesta e declara que nas atuais condições, quando a FIFA opera contra os ditames do senso comum e permite que os reacionários chilenos a levem pela mão, é obrigada a se negar a participar da partida eliminatória em solo chileno e resposabiliza por tal fato a administração da FIFA."

Jogo de volta entre Chile e URSS (ausente), em 1973
O dia da partida chegou. Apesar do veredito da Federação, favorável a que se disputasse a partida, a seleção da União Soviética não viajou para o Chile. A seleção chilena tinha que ganhar o jogo para se classificar para o Mundial. Seus jogadores entraram em campo e marcaram um gol em um rival inexistente.

O regime fascista de Pinochet fazia dessa forma um dos papeis mais ridículos de que se tem notícia na história do esporte. A seleção chilena não só traía um jogo limpo contra um rival inexistente, mas também traía o melhor do seu povo. Mas a União Soviética, por outro lado, dava uma mostra admirável de solidariedade e de amor ao povo chileno. E admirável não só no Chile. Seus exemplo esportivo teve eco em todo o mundo. O esporte soviético fechou as portas para que essa seleção participasse da Copa do Mundo em 1974, mas demonstrava que a qualidade humana do socialismo está muito acima dos resultados esportivos.

Imagens dos presos no Estádio no Chile



O futebol na União Soviética era melhor que na Rússia capitalista de hoje

Por ocasião da última partida das oitavas de final da Liga dos Campeões entre Real Madrid e CSKA, de Moscou, lemos algumas declarações do atual segundo treinador russo, Viktor Onopko, que não podemos deixar passar. O ex-jogador do Oviedo e do Rayo Vallekano foi perguntado sobre a nova fisionomia dos clubes russos e seu campeonato cheio de jogadores estrangeiros.

"O sistema comunista era melhor para a educação e o esporte; os colégios, as escolas de esporte e as infraestruturas estavam muito bem. Depois, quando caiu a URSS, só se pensava no dinheiro. Agora se volta a pensar primeiro no futebol e depois nos negócios. Faz falta trabalhar mais nas categorias de base e em como formar bons jogadores como Ognasevich o Akinfeev."

E mais adiante acrescenta:

"Antes havia só um país e agora são 15. Acabou tudo: as escolas, os treinadores... Os técnicos da URSS eram bons profissionais. Agora não há muitos técnicos bons e nem boas instalações para as crianças. Apenas os grandes clubes e as grandes cidades os tem, mas não são suficientes."


Víktor Onopko

Shajtar Donetsk 1988 -1992
Spartak Moscú 1992 – 1995
Real Oviedo 1995 – 2002
Rayo Vallekano 2002 – 2003
FC Alania Vladikavkaz 2003
FC Saturn 2004 – 2006





Fonte: RSA Madrid

Papel de parede de Lenin e Stalin

Papel de parede de Lenin e Stalin. Clique na imagem para ampliar e salvar.


Dimensões: 1440 x 900 px

Críticos exigem julgamento de Gorbachev por alta traição


Um pedido de abertura de processo criminal foi solicitado ao Comitê de Investigação da Rússia contra o ex-presidente da URSS, Mikhail Gorbachev.

A iniciativa foi do Sindicato dos Cidadãos da Rússia, cujos membros tem organizado piquetes nas ruas de Moscou para conscientizar novos colaboradores. Aproximadamente 25 pessoas estão mobilizadas neste processo.

"Após o 20º aniversário da desintegração da URSS temos que relembrar o povo do papel que Gorbachev desempenhou nisso", afirma Nil Iogansen, porta-voz da organização.

Gorbachev é criticado na Rússia pelas reformas econômicas que adotou e que levaram a URSS ao colapso. Ele é apontado como o grande culpado da dissolução da União, o que levou a Rússia a um caos econômico e político.

Cine Luta de Classes - Eles não usam black-tie

O Movimento Luta de Classes apresenta Eles não usam black-tie, de Gianfrancesco Guarnieri. Venha assistir este grande clássico do cinema brasileiro dos anos 1980 e debater sobre política, conjuntura e o movimento sindical.

Cine Luta de Classes - Eles não usam black-tie
Dia 14/03/2012 (quarta-feira), às 19hs
Rua Tupinambás, 179, 14º andar - Centro - Belo Horizonte


Descanse em paz, Joseph Stalin

Descanse em paz, camarada Joseph Stalin. Sua vida e seus esforços para a libertação da classe trabalhadora não foram em vão e jamais serão esquecidos.


1878-1953

Download de livro sobre as FARC

Compartilhamos abaixo para download o livro Marulanda y las FARC para principiantes, em espanhol, produzido pelas FARC-EP (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - Exército do Povo). 

É um livro bem ilustrado que conta de maneira fácil quem são as FARC, quando surgiram, o que querem e por que existem. Mostra a luta do povo colombiano e seu braço armado - as FARC - contra um estado fascista e opressor que vem massacrando o povo por várias décadas.

A fraude da popularidade de Yoani Sánchez no Twitter

Vídeo da emissora Cuba Información baseado no texto do jornalista Salim Lamrani sobre a mercenária Yoani Sánchez.



Quem está por trás de Yoani Sánchez?

Yoani Sánchez, famosa blogueira cubana, é uma personagem peculiar no universo da dissidência cubana. Nenhum opositor foi beneficiado com uma exposição midiática tão massiva, nem com um reconhecimento internacional semelhante em tão pouco tempo. Após emigrar para a Suíça em 2002, ela decidiu retornar a Cuba dois anos depois, em 2004. Em 2007, integrou o universo de opositores a Cuba ao criar seu blogGeneración Y, se tornando uma crítica feroz do governo de Havana. 

Nunca um dissidente cubano – e de nenhum outro lugar no mundo – conseguiu tantos prêmios internacionais em tão pouco tempo e com uma característica particular: deram a Yoani Sánchez dinheiro suficiente para viver tranquilamente em Cuba até o resto de sua vida. Na realidade, a blogueira tem retribuído à altura os 250 mil euros que recebeu, o que equivale a mais de 20 anos do salário mínimo em um país como a França, a quinta potência mundial. O salário mínimo em Cuba é de 420 pesos, o equivalente a 18 dólares ou 14 euros. Isto é, Yoani Sánchez recebeu 1.488 anos de salários mínimos cubanos por sua atividade opositora. 

Yoani Sánchez tem estreita relação com a diplomacia estadunidense em Cuba, como demonstra um documento “secreto”, por seu conteúdo sensível, emitido pela Seção de Interesses Norteamericanos (Sina). Michael Parmly, ex-chefe da Sina em Havana, que se reunia regularmente com Yoani Sánchez em sua residência diplomática pessoal como indicam os documentos confidenciais da Sina, manifestou a sua preocupação em relação à publicação dos documentos diplomáticos dos EUA pelo WikiLeaks: “Ficaria muito incomodado se as numerosas conversações que tive com Yoani Sánchez fossem publicadas. Ela poderia pagar as consequências por toda a sua vida”. A pergunta que vem imediatamente à mente é a seguinte: por quais razões Yoani Sánchez estaria em perigo se a sua atuação, como afirma, respeita o marco da legalidade? 

Em 2009, a imprensa ocidental divulgou massivamente a entrevista que o presidente Barack Obama havia concedido à Yoani Sánchez, e que foi considerado um fato excepcional. Yoani também afirmou que enviou um questionário similar ao presidente cubano Raúl Castro e que o mesmo não se dignou a respondê-lo. No entanto, os documentos confidenciais da Sina, publicados pela WikiLeaks, contradizem essas declarações. Foi descoberto que foi um funcionário da representação diplomática estadunidense, em Havana, quem, de fato, redigiu as respostas à dissidente e não o presidente Obama. 

Mais grave ainda, a Wikileaks revelou que Yoani, diferente de suas afirmações, jamais enviou um questionário a Raúl Castro. O chefe da Sina, Jonathan D. Farrar, confirmou a informação através de um e-mail enviado ao Departamento de Estado: “Ela não esperava uma resposta dele, pois confessou que nunca enviou (as perguntas) ao presidente cubano”. 

A conta de Yoani Sánchez no Twitter 

Além do sítio Generación Y, Yoani Sánchez tem uma conta no Twitter com mais de 214 mil seguidores (registrados até 12 de fevereiro de 2012). Somente 32 deles moram em Cuba. Por outro lado, a dissidente cubana segue a mais de 80 mil pessoas. Em seu perfil, Yoani se apresenta da seguinte maneira: “Blogger, moro em Havana e conto a minha realidade através de 140 caracteres. Tuito, via sms sem acesso à web”. No entanto, a versão de Yoani Sánchez merece pouco crédito. Na realidade é absolutamente impossível seguir mais de 80 mil pessoas apenas por sms, a partir de uma conexão semanal em um hotel. É indispensável um acesso diário para isso na rede. 

A popularidade na rede social Twitter depende do número de seguidores. Quanto mais numerosos, maior a exposição da conta. Da mesma maneira, existe uma correlação entre o número de pessoas seguidas e a visibilidade da própria conta. A técnica que consiste em seguir diversas contas é utilizada para fins comerciais, assim como para a política durante as campanhas eleitorais. 

O sítio www.followerwonk.com permite analisar o perfil dos seguidores de qualquer membro da comunidade do Twitter. O estudo do caso Yoani Sánchez é revelador em vários aspectos. Uma análise dos dados da conta do Twitter da blogueira cubana, realizada através de seu sítio, revela que a partir de 2010 houve uma atividade impressionante de sua conta. A partir de junho de 2010, ela se inscreveu em mais de 200 contas por dia, em uma velocidade que poderia alcançar até 700 contas em 24 horas. Isto é, passar 24 horas diretas fazendo isto – o que parece improvável. O resultado é que é impossível ter acesso a tantas contas em tão pouco tempo. Então, parece que isto só é possível através de um robô. 

Da mesma maneira, descobrimos que cerca de 50 mil seguidores de Yoani são, na realidade, contas fantasmas ou inativas, que criam a ilusão de que a blogueira cubana goza de uma grande popularidade nas redes sociais. Na realidade, dos 214.062 perfis da conta @yoanisanchez, 27.012 são novos (e sem fotos) e 20.600 são de características de contas fantasmas com atividades inexistentes na rede (de 0 a 3 mensagens enviadas desde a criação da conta). Entre estes fantasmas que seguem Yoani no Twitter, 3.363 não têm nenhum seguidor e somente 2.897 seguem a blogueira, assim como a uma ou duas contas. Algumas apresentam características bastante estranhas: não têm nenhum seguidor, seguem apenas Yoani e emitiram mais de duas mil mensagens. 

Esta operação destinada a criar uma popularidade fictícia, via Twitter, é impossível de ser realizada sem acesso à internet. Necessita de um apoio tecnológico e um orçamento consequente. Segundo uma investigação realizada pelo diário La Jornada, com o título El ciberacarreo, la nueva estrategia de los políticos en Twitter, sobre operações que envolviam os presidenciáveis mexicanos, diversas empresas dos Estados Unidos, Ásia e América Latina oferecem este serviço de popularidade fictícia (“ciberacarreo” ou em português ciber transporte) por elevados preços. “Por um exército de 25 mil seguidores inventados no Twitter , escreveu o jornal, pagam até dois mil dólares, e por 500 perfis manejados para 50 pessoas é possível gastar entre 12 mil a 15 mil dólares”. 

Yoani Sánchez emite, em média, 9,3 mensagens por dia. Em 2011, a blogueira publicou uma média de 400 mensagens por mês, O preço de uma mensagem em Cuba é de um peso convertido (CUC), o que representa um total de 400 CUC mensais. O salário mínimo em Cuba é de 420 pesos cubanos, ao redor de 16 CUC. Yoani Sánchez gasta, por mês, o equivalente a dois anos de salários mínimos em Cuba. Assim, a blogueira gasta em Cuba com o Twitter, um valor correspondente, caso fosse francesa, a 25 mil euros mensais ou 300 mil euros por ano. Qual a procedência desses recursos para estas atividades? 

Outras perguntas surgem de maneiras inevitáveis. Como Yoani Sánchez pode seguir a mais de 80 mil contas sem acesso permanente a internet? Como conseguiu se inscrever em 200 contas diferentes por dia, desde junho de 2010, com índices que superam até 700 contas/dia? Quantas pessoas seguem realmente as atividades da opositora cubana na rede social? Quem financia a criação das contas fictícias? Qual o objetivo? Quais os interesses escusos detrás na figura de Yoani Sánchez? 

Salim Lamrani 

* Salim Lamrani é graduado na Universidade de Sorbone, professor encarregado dos cursos da Universidade Paris-Descartes e da Universidade Paris-Est Marne-la-Vallée e jornalista francês, especialista nas relacões entre Cuba e Estados Unidos. Autor de Fidel Castro, Cuba y Estados Unidos (2007) e Doble Moral. Cuba, la Unión Europea y los derechos humanos (2008), entre outros livros. 

Fonte: La Jornada
Tradução de Sandra Luiz Alves 

Hoje é feriado na Rússia: Dia dos Defensores da Pátria


O Dia dos Defensores da Pátria é um feriado que teve seu início na União Soviética e que ainda hoje é observado na Rússia, na Ucrânia e na Bielorússia.

Seu nome original era Dia do Exército Vermelho, e o feriado foi estabelecido para comemorar o primeiro recrutamento em massa para o Exército Vermelho ocorrido em 23 de fevereiro de 1918. 

Em 1949 seu nome foi alterado para Dia do Exército e da Marinha Soviéticos, e após a contra-revolução e a restauração do capitalismo na Rússia, em 1991, ele foi renomeado para sua forma atual, Dia dos Defensores da Pátria.

Para alguns russos o feriado passou a incluir a celebração dos homens como um todo, sendo um contraponto ao Dia Internacional da Mulher (08 de março). 

Várias tradições ainda são observadas durante este dia, como depositar flores sobre o Túmulo do Soldado Desconhecido e  marchar em honra aos veteranos. As mulheres dão pequenos presentes aos homens, especialmente aos seus maridos, namorados, pais e filhos.

Falta de variedades, de bens de consumo e de alimentos na URSS?


Havia uma constante falta de variedades, de bens de consumo e de alimentos na União Soviética? Bem, vamos colocar isso em contexto!

Estas fotos refutam as constantes mentiras de que sob o socialismo na URSS sempre havia prateleiras vazias e falta de alimentos!

Cada uma dessas fotos vale mil palavras!
















Fonte: Revista Northstar Compass, vol. 22 - nº 13 e 14

Documentário sobre a Coreia do Norte - "Um dia na Coreia do Norte"

O documentário Um dia na Coreia do Norte (North Korea - A day in the life) nos mostra um pouco como é a vida cotidiana dos trabalhadores, estudantes e crianças neste país socialista, o qual sofre um bloqueio não apenas econômico por partes das potências imperialistas, mas também e principalmente midiático.

Como todo e qualquer documentário é um recorte da realidade, a princípio não se sabe o que este em particular escolheu retratar - se aquilo que a Coreia do Norte tem de melhor ou de pior dentro dos temas abordados. Mas, de forma geral, haja vista a grande dificuldade de se conseguir informações confiáveis sobre o país, ele já é de alguma ajuda no furo ao cerco dos grandes monopólios de comunicação.

Logo no início desconfiei do caráter do documentário por ter uma tonalidade um tanto quanto cinzenta. No entanto, mais à frente vi que isso admite duas explicações: primeiro é que as filmagens foram feitas no período de inverno, e em segundo lugar, a Coreia do Norte realmente passa por grandes problemas em relação a energia elétrica causados pelo cerco imperialista.

Logo no início o filme nos mostra uma família fazendo sua refeição, notadamente bem balanceada e variada com ovos, carnes, vegetais, panquecas e outras comidas típicas. Após isso passamos rapidamente por algumas escolas, tanto de crianças quanto de adultos. Na escola para adultos, que vemos repetidas vezes durante a película, os jovens alunos estão tendo aulas de inglês num ambiente bem descontraído.

Grande parte do documentário se passa numa fábrica têxtil, na qual presenciamos uma queda de energia. A organização do trabalho é fantástica, assim como o empenho para aumentar a produção. Numa reunião de trabalho vemos as lideranças discutindo e trocando ideias sobre como melhorar e aumentar a produção, e vemos claramente o método de trabalho socialista em ação, com uma trabalhadora fazendo autocrítica por não cuidar adequadamente dos equipamentos e não treinar os trabalhadores suficientemente.

Outro aspecto que fica claro no filme é a militarização presente em quase todos os ambientes mostrados (pôsteres e quadros militares nas ruas, fábricas, escolas, etc) e o grande ressentimento em relação aos EUA.

Mais para o final do filme um senhor se orgulha de ensinar canções populares anti-imperialistas à sua neta, a qual clama por "morte aos cães americanos". Ele então conta sua história: quando criança sua escola foi bombardeada por 12 aviões, destruindo metade dela e matando vários de seus amigos. Exatamente no mesmo dia desse desastre sua casa também foi bombardeada pelos americanos, matando seu pai e seu irmão mais velho, deixando ele e sua mãe no desamparo e muito abalados. Então ele teve que ir à guerra contra os imperialistas, e hoje conta essas histórias à sua neta e à sua família.

O documentário deixa a desejar em muitos aspectos, pois mostra muito pouco sobre praticamente qualquer coisa. Não diz nada, por exemplo, sobre o sistema de saúde, educação, transporte, etc. Sem narração -  mostra apenas as cenas e os diálogos reais in loco - mostra imagens das fábricas e escolas, mas não explica muita coisa. Não temos números, índices ou estatísticas sobre nada. Vemos o metrô, por exemplo, mas não sabemos se é o único do país ou um entre mil.

O filme também é curto, tendo apenas 48 minutos de duração. No entanto, como já afirmamos no início, vale apena assistir devido à escassez de informações sobre este país que é tão caluniado e difamado pela mídia burguesa. E devemos sempre prestar bastante atenção a tudo aquilo que a mídia burguesa critica demais. Os inimigos dos nossos inimigos, quando não são nossos amigos, são muitas vezes pelo menos nossos aliados.







O suposto fracasso do socialismo em Cuba - respostas de um cubano a um traidor


O trecho abaixo fala sobre o suposto "fracasso" do socialismo em Cuba, e é parte de um texto de um cubano  escrito em resposta a um contra-revolucionário radicado em Miami. Você pode ler o texto completo, em espanhol, clicando aqui.

"Se mais de 52 anos de bloqueio, com perdas de mais de 1 trilhão de dólares, não foram capazes de evitar que neste país as pessoas tenham uma expectativa de vida próxima aos 80 anos, que a mortalidade infantil seja de 3 a cada mil crianças nascidas vivas, que todos tenham acesso a saúde e educação, que os níveis de alimentação quanto a proteínas, lipídios e carboidratos estejam acima dos níveis exigidos pela FAO, que não haja crianças sem sapatos, nem esfarrapadas, que todos sem exceção são escolarizados, que a cobertura de energia elétrica e água potável alcance 98% da população, que a distribuição  de renda seja a mais equitativa do mundo, não sei como você pode provar que o socialismo não funciona.

Sem contar que ainda não mencionei os baixos índices de prostituição, drogas e a existência de crime organizado. [...] Se Cuba não tivesse o jugo do bloqueio, que nos afeta em todos os aspectos da vida cotidiana, e que provoca os desabastecimentos que você menciona, outro galo cantaria.

E repito o que sempre lhe digo mas que você nunca responde: por que os ianques se empenham tanto em manter o bloqueio? Se o bloqueio é um pretexto para manter Cuba socialista, e pura propaganda socialista, por que não o retiram? Você sabe por que não o fazem, porque então nada poderia evitar o crescimento econômico acelerado de Cuba e seu desenvolvimento."

Mulheres líbias revolucionárias prometem "honrar a memória do mártir Gaddafi"

"A brigada Alzafa al Akhdar (dos Guardas Revolucionários) está pronta para lutar em honra de nosso mártir Gaddafi que ainda vive em nossos corações. Estamos prontas para levar a cabo a missão de limpar o país do inimigo. Já empreendemos algumas missões e continuaremos em nossas lutas. Saudações a toda a resistência de leste a oeste, de norte a sul que está lutando até que todos sejamos livres... Estamos avançando..."


Carta de Luiz Carlos Prestes ao PCUS por ocasião da morte de Stalin


Ao Comitê Central do Partido Comunista da União Soviética — MOSCOU.

Ante a irreparável perda que representa o falecimento do genial guia dos povos, o grande camarada Stálin, o Comitê Nacional do Partido Comunista do Brasil, exprimindo o imenso pesar do povo brasileiro, da classe operária e de nosso Partido, manifesta, profundamente consternado, suas mais sentidas condolências ao Comitê Central do Partido Comunista da União Soviética.

Ao reverenciar a memória do maior defensor da paz, vencedor do nazismo, construtor do socialismo e arquiteto do comunismo, nosso mestre e guia amado, estremecido amigo do povo brasileiro, reafirmamos o apoio sem reservas à gloriosa União Soviética, ao invencível Partido de Lênin e Stálin e ao seu sábio Comitê Central.

Choramos, com nosso povo, a morte do grande chefe da humanidade trabalhadora. Tudo faremos para honrar a sagrada memória do camarada Stálin, lutando com maior audácia e firmeza pela causa da paz, da democracia e do socialismo, a que Stálin dedicou sua preciosa vida. Juramos que nosso povo jamais fará a guerra à Pátria do Socialismo.

Glória eterna ao grande Stálin!

Pelo Comitê Nacional do Partido Comunista do Brasil,

Luiz Carlos Prestes