A verdade é sempre revolucionária.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010 um 14:38 0 Kommentare Labels: América Latina, Religião, Socialismo
À medida que cresce o prestígio de Stálin na atual Rússia, a burguesia intensifica sua sórdida campanha caluniadora.
A Duma apreciou hoje (26/11) um rascunho de pronunciamento para considerar o massacre de Katyn como um "crime stalinista". (Veja a notícia em http://english.ruvr.ru/2010/11/26/35659127.html)
Por outro lado, a atual edição da revista Northstar Compass (nº 10, Nov\2010) informa que um canal de televisão de Moscou conduziu a seguinte pesquisa:
Quem é Stálin para você?
65% - um herói e um gerente muito eficiente
35% - um criminoso
À medida que o tempo passa, os resultados de tais pesquisas na Rússia tem se mostrado cada vez mais pró-Stálin, a despeito da intensa propaganda difamadora do grande líder, interna e externa.
Durante o período eleitoral foi muito comum o ataque dos candidatos da extrema direita à candidata do PT, Dilma Rousseff, chamando-a de terrorista. Usaram este termo referindo-se ao período em que Dilma participou de movimentos da esquerda armada contra a ditadura militar.
Não foi a primeira vez (e não será a última) que a direita dá o nome de terrorista a alguém que pega em armas para defender seu país. Na verdade, mais do que apenas caluniar através da mídia, a direita tenta transformar movimentos armados em terroristas, corrompendo elementos e manipulando as informações. É o que aconteceu com o Partido Panteras Negras, movimento armado em defesa dos negros nos EUA nos anos 1960, que foi difamado pelo governo, que infiltrou drogas e traficantes nas comunidades negras. Também é o que acontece hoje com as Farc, movimento revolucionário da Colômbia, ao qual a mídia atribui várias ações terroristas de traficantes e do próprio governo. Recentemente, a revista Veja chamou até o grande revolucionário Che Guevara de terrorista.
Mas antes de aceitarmos que os jovens que lutaram contra a ditadura militar - ditadura que censurou a imprensa e a educação, que mais que duplicou nossa dívida externa e nossa dependência dos EUA, que impôs o medo a tantos brasileiros, que impedia a livre expressão e atuação política, que freou os avanços sociais do Governo Jango e acabou com as reformas de base fortalecendo a desigualdade social no Brasil - é importante lembrarmos o papel da luta armada em toda a história do Brasil.
A história do Brasil é a história da resistência do povo brasileiro. Na época da colônia foram as revoltas dos índios contra a exploração portuguesa e até de outros países da Europa que vigoraram. Como a Confederação dos Tamoios (1555-1567), a Guerra dos Aimorés, na Bahia (1555-1673), e a Guerra dos Potiguares, na Paraíba e no Rio Grande do Norte (1586-1599). Depois começaram as resistências às Entradas e Bandeiras, expedições bandeirantes e bugreiras de exploração e captura de indígenas no interior do Brasil, que duraram até o século 17.
Por não conseguirem dominar a maioria dos índios e adequá-los à escravidão, os portugueses trazem mais escravos da África. Quase imediatamente começam a existir os quilombos e, finalmente, acontece a Guerra dos Palmares. Os quilombos foram formados no Brasil até o século 18 e ainda hoje existem diversas comunidades negras e quilombolas no país.
Durante quatro anos, de 1617 a 1621, ocorreu o levante dos tupinambás, numa brava resistência aos portugueses que abrangeu o Estado do Espírito Santo e a Bahia, e, na mesma época, a primeira Insurreição Pernambucana, a Guerra da Luz Divina. Em São Paulo houve a Revolta de Amador Bueno, insurreição popular de 1641. Em 1666, o Motim do Nosso Pai, em Pernambuco, e a Revolução de Beckman, ou revolta de comerciantes no Maranhão, de 1684 a 1685. E continuam as revoltas indígenas com a Confederação dos Cariris, na Paraíba e no Ceará (1686-1692), e com a Guerrilha dos Muras, já no século 18. Teve também a Guerra dos Emboabas entre bandeirantes e mineiros, em São Paulo e Minas Gerais, no início de 1700.
E aí se iniciam as revoltas contra as altas taxas e impostos, como a Revolta do Sal, em Santos (1710), a Guerra dos Mascates entre comerciantes e canavieiros, em Pernambuco (1710-1711), os Motins do Maneta, sublevações ocorridas em Salvador contra o monopólio do sal e aumento de impostos (1711), e a Revolta de Felipe dos Santos, revolta de mineradores contra a política fiscal em Minas Gerais (1720).
Com a ampliação do controle português sobre o território brasileiro, continua a resistência indígena, desta vez no Amazonas, a Guerra dos Manaus (1723-1728), e a Resistência Guaicuru, no Mato Grosso do Sul (1725-1744). E até os jesuítas se unem aos índios catequizados em luta contra Portugal e Espanha na Guerra Guaranítica no Sul (1751-1757).
Até que chegamos às revoltas pela independência do Brasil: a famosa Inconfidência Mineira republicana (1789), a Conjuração Carioca (1794-1795) e a Conjuração Baiana ou Revolução dos Alfaiates (1798), revolta independentista e abolicionista, a única das três que não foi abortada. E, já no século 19, a Conspiração dos Suassunas, em Pernambuco (1801), onde também se deu a Revolução Pernambucana, em 1817, a Revolução Liberal de 1821, na Bahia e no Pará, a Independência da Bahia (1821-1823) e finalmente a guerra da independência do Brasil contra militares legalistas portugueses, que abrangeu Bahia, Piauí, Maranhão e Pará (1822-1823).
Com o Império, novas revoltas: a Confederação do Equador, revolta separatista no Nordeste (1823-1824), a Revolta dos Mercenários, contra o Império do Brasil no Rio de Janeiro (1828), onde também ocorreu a Noite das Garrafadas, insurreição popular e confronto entre brasileiros e portugueses, em abril de 1831, e a famosa Cabanada, insurreição popular na província de Pernambuco.
Aí volta, cada vez mais forte, o desejo pela república, como na Federação do Guanais, na Bahia (1832), e a Rusga, que foi uma revolta entre conservadores (que queriam manter o Império) e republicanos, no Mato Grosso (1834). Houve a também famosa Cabanagem, insurreição popular no Pará (1834-1840), a Revolta dos Malês, na Bahia (1835), a Revolução Farroupilha, no Rio Grande do Sul (1835-1845), a Sabinada, insurreição popular na Bahia (1837-1838), a Balaiada, insurreição popular no Maranhão (1838-1841) e as Revoltas Liberais de São Paulo e Minas Gerais (1842) e a Revolta dos Lisos, em Alagoas (1844).
Em Pernambuco, houve o Motim do Fecha-Fecha (1844), o Motim do Mata-Mata (1847-1848) e a Insurreição Praieira, revolta socialista, de 1848 a 1850. A Revolta do Ronco de Abelha, no Nordeste (1851-1854), o Levante dos Marimbondo, em Pernambuco (1852), a Revolta da Fazenda Ibicaba, em São Paulo (1857), o Motim da Carne sem Osso, insurreição popular na Bahia (1858), a Revolta dos Muckers, insurreição popular-messiânica no Rio Grande do Sul (1868-1874), a Revolta do Quebra-Quilos, insurreição popular no Nordeste (1874-1875), a Guerra das Mulheres - uma insurreição popular no Nordeste (1875-1876) que mostra que as mulheres nunca foram passivas na história - a Revolta do Vintém, insurreição popular no Rio de Janeiro (1880) e Curitiba (1883), e, finalmente, a Proclamação da República, em 1889.
Quando os poderosos no Brasil veem que não vão conseguir parar as revoltas populares, eles vão e fazem algumas concessões ao povo sem perder o poder, mas com isso as revoltas não param, pois o povo quer uma mudança real que beneficie a todos e transforme a sociedade. Durante a República, teve a Revolução Federalista no Rio Grande do Sul (1893-1894), a República de Cunani, insurreição popular-separatista no Amapá (1895-1900), e a famosa Guerra de Canudos, insurreição popular-messiânica na Bahia (1896-1897).
Já no século 20, houve a Revolução Acreana, insurreição popular-separatista no Acre (1900-1903), a Revolta da Vacina, insurreição popular no Rio de Janeiro (1903), a Revolta da Chibata, no Rio de Janeiro (1910), a Guerra do Contestado, insurreição popular-messiânica em Santa Catarina e Paraná (1912-1916), a Sedição de Juazeiro, insurreição política no Ceará (1914), a Revolta dos 18 do Forte no Rio de Janeiro (1922) e, finalmente, a Coluna Prestes, insurreição militar de fama internacional (1923-1925) que aderiu à Revolta Paulista de 1924.
Por conta desses movimentos (o último deles com forte influência socialista), o governo pensou: "Façamos a revolução antes que o povo a faça." E aí veio a Revolução de 1930, golpe de Estado civil-militar, e a Revolução Constitucionalista de 1932, revolta político-militar e guerra civil em São Paulo, e, finalmente, a insurreição comunista no Rio de Janeiro, Pernambuco e Rio Grande do Norte (1935). Até na Segunda Guerra Mundial houve mais de 23 mil soldados brasileiros lutando para derrotar o nazismo.
Em 1964, acontece o Golpe Militar fascista, patrocinado pela burguesia nacional e apoiado pelos EUA, para deter os avanços que o povo vinha conseguindo depois de tanto sangue derramado para cada vitória do povo. E, como nunca faltaram à luta contra as injustiças, filhos do povo brasileiro novamente se armaram na cidade e no campo contra esse novo inimigo do avanço da luta popular, o Governo Ditatorial.
A luta armada e as guerrilhas urbanas e rurais de 1965 a 1972, foram terrivelmente reprimidas pelo regime militar, com requintes de crueldade e desumanidade. Inúmeros filhos do nosso povo foram barbaramente torturados e assassinados. Mas a luta não parou e por isso, hoje, temos nossa "liberdade democrática" que garante, por exemplo, a publicação do jornal A Verdade e a existência do PCR, também como fruto dessa luta armada e de outras lutas que vieram depois.
É claro que ainda há muito por que lutar, e, até hoje, filhos do povo são assassinados pela polícia fascista na luta por moradia e terra no país. Mas a luta não vai parar. A polícia pode nos chamar de terroristas, mas somos o povo brasileiro e lutaremos, se for preciso com armas na mão, até que toda desigualdade e exploração seja banida. Lutaremos até a construção da sociedade socialista.
terça-feira, 19 de outubro de 2010 um 12:53 160 Kommentare Labels: América Latina, Capitalismo, Socialismo, URSS
"A educação da juventude para apreciar o valor do Estado e da comunidade recebe a sua força interior das verdades do cristianismo... A fidelidade e a responsabilidade para com o povo e a prática tem as suas raízes mais profundas na fé cristã. Por este motivo, será sempre meu especial dever assegurar o direito e a livre propagação da escola cristã e os fundamentos cristãos de toda educação."
terça-feira, 28 de setembro de 2010 um 11:48 0 Kommentare Labels: América Latina, Movimentos de massa, Socialismo
No horário eleitoral e nas entrevistas do candidato Serra percebe-se algo muito interessante sobre a psicologia de massas do seu eleitorado. Isso pelo menos me saltou às vistas por se relacionar com o conteúdo do livro que estou lendo no momento: "Psicologia de massas do fascismo", de Wilhelm Reich.
O candidato da direita tem enfatizado, após apresentar propostas absurdas ou ao ser questionado por repórteres sobre como pretende implementar essas mesmas propostas, que ele já foi "economista", que "sabe fazer conta", que já foi isso, já foi aquilo outro e que, portanto, "sabe como fazer".

Agora todo mundo capitalista deu para ser verde.
A General Eletric prega a "ecoimaginação", ou este oxímoro insano: "carvão limpo". Na propaganda ela põe um elefantão cantando "Singing in the rain".
O barão da mídia, Murdoch, que está louquinho para derrubar Chávez, declarou: "sinto orgulho de ser verde".
É impossível existir capitalismo sem toxina.
A mistificação do capitalismo verde é reproduzida por aqui com Gabeira e Marina. Como é que alguém a favor do lucro capitalista evangélico pode falar em natureza? A única coisa verdecoevangélica que existe é a nota verde do dólar.
Marina é pró-capitalismo, portanto é antiecológica. Seus assessores almofadinhas e janotas são udenistas e tucanos de corpo e finanças, portanto contra a minhoca, o arado natural, Eles são entusiastas da Monsanto que inventou o herbicida round up devastador da natureza e que financia a biotecnologia e a engenharia genética.
Marina, me dizia Marcelo Guimarães, não moveu uma palha pelo projeto das micro-destilarias a álcool em pequenas propriedades; agora ela se diz devota do álcool e óleos vegetais, só que produzidos em economia de escala com plantation latifundiária para exportação multinacional.
Marina é adversária da reforma agrária radical, portanto joga no time do ecocídio, Serra batalhou pela aprovação da lei das patentes para felicidade das grandes corporações multinacionais na Câmara e Senado.
A agricultura capitalista multinacional arruína a terra e envenena as pessoas. Tudo isso sob o comando dos grãos geneticamente manipulados pela Monsanto, que é a Rede Globo da agricultura.
A juventude não poderá cair na esparrela agrobiocancerigenotucano. O descalabro da natureza é causado pelo regime social chamado capitalismo, por conseguinte crítica ecológica que não seja anticapitalista é conversa de urubu com bode.
E Gabeira? É a ideologia pós-moderna do Banco Mundial em ação, que no Rio de Janeiro é a expressão da burguesia comercial e imobiliária, de onde provêm Carlos Lacerda e César Maia.
Nunca entendi a notoriedade de Gabeira. Chegou da Suécia de tanguinha de crochê na praia pousando de "candidato jovem" pré-Collor para destruir os CIEPs de Darcy Ribeiro.
Glauber Rocha tinha a maior bronca dele porque queria tacar fogo no filme Terra em Transe. Glauber dizia que a ambição de Gabeira era freqüentar a casa de Caetano Veloso, que convenhamos não é o barraco de Goethe.
Glauber escreveu: "traíram Jango em 1964 e 1974, destruíram o projeto de nação que ficou no esqueleto do Gabeira".
Sobre as flores do estilo, pergunto quem foi o gênio linguista que bolou o mote gerundiano da campanha de Dilma? Refiro-me à palavra de ordem: "Para o Brasil seguir mudando". Que coisa feia. É isso que dá colocar campanha política em agência de publicidade.
Gilberto Felisberto Vasconcellos é sociólogo, jornalista e escritor.
Fonte: Caros Amigos
sexta-feira, 10 de setembro de 2010 um 10:49 0 Kommentare Labels: América Latina, Política, Revolução, Socialismo