Cuba - indicadores sociais e econômicos


Abaixo algumas informações sobre as conquistas da revolução cubana. Esses indicadores econômicos e sociais de Cuba foram divulgados em artigo recente do francês Salim Lamrani.

- Cuba dispõe da taxa de mortalidade infantil (4,6 por mil) mais baixa do continente americano – incluindo Canadá e EUA – e do terceiro mundo.

- A American Association for World Health, cujo presidente de honra é Jimmy Carter, aponta que o sistema de saúde de Cuba é “considerado de modo uniforme como o modelo preeminente para o terceiro mundo”.

- A American Association for World Health aponta que “não há barreiras raciais que impeçam o acesso à saúde” e ressalta “o exemplo oferecido por Cuba, o exemplo de um país com a vontade política de fornecer uma boa atenção médica a todos os cidadãos”.

- Com um médico para cada 148 habitantes (78.622 no total), Cuba é, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), a nação melhor dotada do mundo neste setor.

- Segundo a New England Journal of Medicine, a mais prestigiada revista médica do mundo, “o sistema de saúde cubano parece irreal. Há muitos médicos. Todo mundo tem um médico de família. Tudo é gratuito, totalmente gratuito […]. Apesar do fato de que Cuba dispõe de recursos limitados, seu sistema de saúde resolveu problemas que o nosso [dos EUA] não conseguiu resolver ainda. Cuba dispõe agora do dobro de médicos por habitante do que os EUA.

- Segundo o Escritório de Índice de Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Cuba é o único país da América Latina e do Terceiro Mundo que se encontra entre as dez primeiras nações do mundo com o melhor Índice de Desenvolvimento Humano sobre três critérios, expectativa de vida, educação e nível de vida durante a última década.

- Segundo a Unesco, Cuba dispõe da taxa de analfabetismo mais baixa e da taxa de escolarização mais alta da América Latina.

- Segundo a Unesco, um aluno cubano tem o dobro de conhecimentos do que uma criança latino-americana. O organismo enfatiza que “Cuba, ainda que seja um dos países mais pobres da América Latina, dispõe dos melhores resultados quanto à educação básica”.

- Um informe da Unesco sobre a educação em 13 países da América Latina classifica Cuba como a primeira em todos os aspectos.

- Segundo a Unesco, Cuba ocupa o décimo sexto lugar do mundo – o primeiro do continente americano – no Índice de Desenvolvimento da Educação para todos (IDE), que avalia o ensino primário universal, a alfabetização dos adultos, a paridade e a igualdade dos sexos, assim como a qualidade da educação. A título de comparação, EUA está classificado em 25° lugar.

- Segundo a Unesco, Cuba é a nação do mundo que dedica a parte mais elevada do orçamento nacional à educação, com cerca de 13% do PIB.

- A Escola Latino-americana de Medicina de Havana é uma das mais prestigiadas do continente americano e já formou dezenas de milhares de profissionais da saúde de mais de 123 países do mundo.

- O Unicef enfatiza que “Cuba é um exemplo na proteção da infância”.

- Segundo Juan José Ortiz, representante da Unicef em Havana, em Cuba “não há nenhuma criança nas ruas. Em Cuba, as crianças ainda são uma prioridade e, por isso, não sofrem as carências de milhões de crianças da América Latina, que trabalham, são exploradas ou caem nas redes de prostituição”.

- Segundo o Unicef, Cuba é um “paraíso para a infância na América Latina”.

- O Unicef ressalta que Cuba é o único país da América Latina e do terceiro mundo que erradicou a desnutrição infantil.

- A organização não governamental Save the Children coloca Cuba no primeiro lugar entre os países em desenvolvimento no quesito condições de maternidade, à frente de Argentina, Israel ou Coreia do Sul.

- A primeira vacina do mundo contra o câncer de pulmão, a Cimavax-EGF, foi elaborada por pesquisadores cubanos do Centro de Imunologia Molecular de Havana.

- Desde 1963, com o envio da primeira missão médica humanitária à Argélia, cerca de 132 mil médicos cubanos e outros profissionais da saúde colaboram voluntariamente em 102 países.

- Ao todo, os médicos cubanos atenderam mais de 85 milhões de pessoas e salvaram 615 mil vidas em todo o planeta.

- Atualmente, 38.868 colaboradores sanitários cubanos, entre eles 15.407 médicos, oferecem seus serviços em 66 nações.

- Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) “um dos exemplos mais exitosos da cooperação entre os cubanos com o Terceiro Mundo tem sido o Programa Integral de Saúde América Central, Caribe e África”.

- Em 2012, Cuba formou mais de 11 mil novos médicos: 5.315 são cubanos e 5.694 são de 69 países da América Latina, África, Ásia… e inclusive dos Estados Unidos.

- Em 2005, com a tragédia causada pelo furacão Katrina em Nova Orleans, Cuba ofereceu a Washington 1.586 médicos para atender as vítimas, mas o presidente da época, George W. Bush, rejeitou a oferta.

- Segundo Elías Carranza, diretor do Instituto Latinoamericano das Nações Unidas para a Prevenção do Delito e Tratamento do Delinquente, Cuba erradicou a exclusão social graças “a grandes conquistas na redução da criminalidade”. Trata-se do “país mais seguro da região, [enquanto que] a situação em relação aos crimes e à falta de segurança em escala continental se deteriorou nas últimas três décadas com o aumento do número de mortes nas prisões e no exterior”.

- Em relação ao sistema de Defesa Civil cubano, o Centro para a Política Internacional de Washington, dirigido por Wayne S. Smith, ex-embaixador norte-americano em Cuba, aponta em um informe que “não há nenhuma dúvida quando à eficiência do sistema cubano. Apenas alguns cubanos perderam a vida nos 16 furacões mais importantes que atingiram a ilha na última década, e a propabilidade de se perder a vida em um furacão nos EUA é 15 vezes maior do que em Cuba”.

- O informe da ONU sobre “O estado da insegurança alimentar no mundo 2012” aponta que os únicos países que erradicaram a fome na América Latina são Cuba, Chile, Venezuela e Uruguai.

- Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), “as medidas aplicadas por Cuba na atualização de seu modelo econômico com vistas a conseguir a soberania alimentar podem se converter em um exemplo para a humanidade”.

- Segundo o Banco Mundial, “Cuba é reconhecida internacionalmente por seus êxitos no campo da educação e da saúde, com um serviço social que supera o da maioria dos países em vias de desenvolvimento e, em alguns setores, é comparável ao de países desenvolvidos”.

- O Fundo das Nações Unidas para a População salienta que Cuba “adotou, há mais de meio século, programas sociais muito avançados, que permitiram ao país alcançar indicadores sociais e demográficos comparáveis aos dos países desenvolvidos”.

- Desde 1959, e da chegada de Fidel Castro ao poder, nenhum jornalista foi assassinado em Cuba. O último que perdeu a vida foi Carlos Bastidas Argüello, assassinado pelo regime militar de Batista em 13 de maio de 1958.

- Segundo o informe de 2012 da Anistia Internacional, Cuba é um dos países da América que menos viola os direitos humanos.

- Segundo a Anistia Internacional, as violações de direitos humanos são mais graves nos EUA do que em Cuba.

- Segundo a Anistia Internacional, atualmente, não há nenhum preso político em Cuba.

- O único país do continente americano que não mantém relações diplomáticas e comerciais normais com Cuba são os EUA.

13 comentários:

  Luis Rodolfo

17 de março de 2016 12:54

Para com isso vocês são muito mentirosos! Falem a verdade seus comunistas !

  Glauber Ataide

17 de março de 2016 23:59

Esses comunistas da ONU e da UNESCO são foda...

  João Inácio

2 de abril de 2016 20:27

Por favor aponte os dados mentirosos. Obrigado

  juju

25 de maio de 2016 13:58

Cuba é um paraíso,nao pera pq tem cuubano q prefere virar comida de tubarão para migra pros EUA a ficar nesse paraíso?

  kauan henrique

6 de agosto de 2016 10:19

Porque será que tem cubanos do mais medico querendo voltar pra cuba?
Além da mulher cubana que foi estrupada em Recife claro :)

  John Rodrigues

16 de outubro de 2016 22:33

Esses coxinhas são um bando de ignorantes.Eles podem muito bem pesquisar as informações da matéria - como eu sempre faço - e confirmar tudo o que foi apresentado, mas mesmo assim vão continuar a dizer que é mentira, porque são ignorantes e não estão dispostos a mudar a opinião mesmo diante dos fatos!

  Mari Fernandes

19 de outubro de 2016 17:22

Verdade!!

  alexandre leal

28 de novembro de 2016 19:41

John Rodrigues engraçado qe eu tb pesquisei, e só um ex.: na pagina da unicef n tem dados acerca da proteção infantil. se puderes compartilhar os teus dados, ta a vontade.

  Vinícius Toledo

29 de novembro de 2016 17:57

alexandre leal,

Vc não sabe usar o Google ou sua internet esta com problemas?

https://www.unicef.org/cuba/media_31194.html

  O Gato Filósofo

14 de maio de 2017 14:19

Os números de Cuba, divulgados pelo seu próprio governo, comprovam: socialismo é pobreza:

http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2367

Faltou citar que, apesar de toda a educação de alto nível, os cubanos são completamente idiotas; sim, porque apesar de todos os avanços sociais e qualidade de vida, ainda insistem em fugir para a opressão e inferno capitalista que se chama Estados Unidos da América.

  Glauber Ataide

14 de maio de 2017 16:02

Caro Felino Sofista,

Ninguém nega que Cuba seja pobre. O que eu te desafio fazer é comparar a pobreza dos cubanos com a pobreza dos países capitalistas, e ver onde estão os piores pobres. Eu te desafio a comparar o pobre cubano com mendigos nas ruas de Nova York, os famintos e desnutridos na África capitalista e com as crianças de rua do Brasil. Os números, dados, estatísticas e realidade cubanas demonstram que é possível ter uma sociedade mais justa mesmo com poucos recursos. Reafirmo, ninguém nega que Cuba seja pobre, e a explicação de sua pobreza está em sua história comum a todos os países colonizados da América Latina e da África, e o sufocamento econômico causado pelo embargo econômico que desrespeita o direito internacional e é rejeitado todo ano, por todos os países, na ONU. É no mínimo desonestidade intelectual abstrair da história cubana para dizer que "socialismo é pobreza", para não dizer burrice e semi-formação.

  O Gato Filósofo

14 de maio de 2017 22:37

Prezado Gláuber

Em 30 anos, o crescimento assombroso da China tirou nada menos do que 680 milhões de pessoas da miséria, dando-lhes renda e acessos a bens e serviços nunca sonhados por uma população que passava fome nas plantações de arroz. Só que, vejam só, a desigualdade chinesa também aumentou nesse mesmo período.
Além dos miseráveis que subiram de vida, criou-se uma classe política e empresarial de super-ricos que concentra cada vez mais riqueza. Praticamente todo mundo está melhor, ainda que alguns poucos tenham ganho mais do que a maioria.
Essa é a cara do desenvolvimento capitalista (ainda que a China esteja longe de ser um país liberal): todos ganham, mas nem todos ganham a mesma coisa. E aí, o que é melhor para os chineses? Ter renda e consumo sabendo que a elite de seu país é muito mais rica do que eles jamais serão, ou passar fome com o consolo de que sua elite é formada de milionários e não bilionários? Pobreza ou desigualdade?
Se o nosso objetivo é melhorar as condições de vida humana, dando uma vida digna a todos, nossa preocupação é com a pobreza, e não com a desigualdade.
Pobreza diz respeito às condições absolutas em que alguém se encontra. Tem comida? Acesso a água potável? Habitação? Trabalho? Seus filhos podem frequentar uma escola ou se veem forçados a trabalhar? Os critérios são muitos.
Já desigualdade é uma variável relativa, que nada diz sobre as condições absolutas de vida. Para saber se um país é desigual, é preciso comparar seus habitantes mais ricos e mais pobres e ver a distância entre eles. Um país que tenha uma pequena parcela de milionários e o restante da população passe fome é muito desigual. Já um onde todos passem fome é igualitário. A condição objetiva dos pobres em ambos, contudo, é a mesma.
Igualmente, se os mais pobres viverem como milionários, e os mais ricos sejam uma pequena parcela de trilionários, a desigualdade é grande.
As duas coisas, pobreza e desigualdade, se confundem facilmente, de modo que muita gente que se preocupa espontaneamente com a pobreza (que se preocupa, por exemplo, com quem não tem acesso a saneamento básico, ou a educação) acaba falando de desigualdade: da diferença entre os mais ricos e os mais pobres. E essa mistura muda nossa maneira de pensar: acabamos pensando que pobreza e desigualdade são a mesma coisa e que, portanto, o melhor remédio contra a pobreza é a redução da desigualdade, o que via de regra significa tirar de quem tem mais e dar para quem tem menos.
A tendência mundial das últimas décadas tem sido o aumento da desigualdade dentro de cada país. Mas se olharmos para o mundo como um todo, comparando cidadãos de países pobres com os de países ricos como se a Terra fosse uma grande nação, a desigualdade vem caindo. A distância entre o cidadão médio de um país pobre para o de um país rico diminuiu, ainda que, no mundo todo, a classe dos mais ricos venha concentrando mais renda.
O Brasil, mesmo com sua altíssima carga tributária, segue sendo um dos países mais desiguais do mundo (outra ilustração da ineficiência de nosso estado em fazer aquilo a que ele se propõe), mas não é nem de longe o mais pobre. O pobre brasileiro, por pior que seja sua condição de vida, está melhor que o pobre indiano, apesar de viver numa nação muito mais desigual.
Pelo mesmo índice, o Canadá é mais desigual que Bangladesh, a Nova Zelândia é mais desigual que o Timor Leste, a Austrália é mais desigual que o Cazaquistão, o Japão é mais desigual que o Nepal e a Etiópia.
É um fato que a desigualdade desagrada a muitos. Ofende o senso moral de muita gente pensar que uma pessoa tenha riqueza brutalmente maior do que outra sem ter tido o mesmo esforço, ou o mesmo mérito, para consegui-la. Herança talvez de uma ética do trabalho, que não consegue aceitar a riqueza (ou o prazer de maneira geral) exceto como recompensa de privações, esforço, sacrifício. Ou ainda da visão antiga de que é a riqueza dos ricos que causa a pobreza dos pobres.

  O Gato Filósofo

14 de maio de 2017 22:56

O embargo comercial é a forma dos EUA dizer que não compactua com a conduta criminosa e anti-democrática de Fidel Castro, e portanto, Fidel não pode se beneficiar de empréstimos e do comércio dos Estados Unidos.

Em 1974, unilateralmente, o presidente Gerald Ford decretou a suspensão parcial do embargo, permitindo que companhias norte-americanas estabelecidas em outros países, ou suas filiais, pudessem negociar com Cuba. Mesmo assim o regime não flexibilizou sua opressão sobre o povo.

O comércio cubano com as companhias norte-americanas chegou a cifra de US$ 704 milhões em 1989, mas apesar disso a conduta de Castro, ao contrário, tornou-se cada vez mais agressiva e menos conciliatória: Castro enviou invasões armadas na África (Angola e Etiópia), e tornou-se um ajudante no conflito do Oriente Médio.

O embargo foi novamente interposto em 1992 com a Lei Torricelli, restaurando parcialmente o embargo comercial. Entretanto, desde então são permitidos o envio à Cuba de doações de alimentos e de produtos farmacêuticos, e autoriza o intercâmbio cultural e o envio de dinheiro aos parentes de cubanos que vivem nos EUA.
O embargo é simplesmente um dispositivo que dificulta o comércio de Cuba com os EUA, mas Cuba pode negociar com quem Cuba desejar, podendo mesmo adquirir produtos americanos no Panamá, no México ou no Canadá. Aliás, todos os hotéis turísticos de Cuba estão repletos de produtos norte-americanos.

O embargo econômico é responsável pela falta de remédios e alimentos em Cuba? Absolutamente não. Cuba negocia com o mundo inteiro, menos com os Estados Unidos. Todos os remédios ou alimentos que Cuba quer adquirir, podem ser comprados do México, Canadá ou Panamá, para mencionar somente países próximos a Cuba. Além disso, é muito mais barato comprar remédios no México e no Canadá do que nos próprios EUA. Os remédios feitos nos Estados Unidos são em média 25% mais baratos naqueles países. Com alimentos acontece o mesmo.


O orçamento de Cuba atribui um média de 4 milhão dólares ao ano para a importação de remédios. A união européia doa a Cuba aproximadamente 10 milhão dólares em remédios e alimentos, e os Estados Unidos, com seu “embargo” e tudo, doaram ao país aproximadamente $472 milhões em remédios nos últimos 10 anos.

Com essas quantidades de doações os cubanos teriam quantidades suficientes para satisfazer suas necessidades, mas onde estão esses remédios? Procure-os nos hospitais para os estrangeiros que pagam os serviços médicos em Cuba em dólares e nos hospitais usados pela elite política (e onde a população não pode ser atendida). Nesses hospitais e clínicas há todas os remédios…. Também podem-se ser encontrados nas lojas para estrangeiros em que se vende em dólares.

De 1970 a 1991, Cuba recebeu aproximadamente três bilhões de dólares por ano de subsídios da União Soviética. Em todos estes anos, os cubanos tiveram a oportunidade de comprar um par de sapatos por ano, mas não foram construídas mais casas, nem melhorado o transporte público, nem a livreta de racionamento foi suprimida, nem melhorou o padrão de vida da população.

Qual foi o uso que Castro deu aos aproximadamente 100 bilhões de dólares que chegou no país entre 1970 e 1991 pelo conceito de subsídios soviéticos e pelos créditos de países ocidentais? A pergunta lógica que segue esta situação é: se for suspenso o embargo, em que tipo de atividade será usado o crédito ou os fundos de financiamento norte-americanos: não foi necessário ter bola de cristal para responder que os recursos serão usados da mesma forma que foram usados antes, ou mesmo para aumentar sua fortuna agora que a situação está ruim e porque não existe mais o subsídio soviético e seus 50 anos de erros econômicos asfixiam até aqueles que antes o suportaram pelos privilégios concedidos e que eles agora já não tem mais.

Deixe-nos recordar que Castro, desde 1992, não paga seus compromissos externos e consequentemente não consegue crédito em nenhum lugar do mundo. O único país que Fidel Castro não deve, e portanto, poderia obter crédito são os Estados Unidos da América.