Foi bonita a festa, pá - A Revolução dos Cravos

Hoje é aniversário da Revolução dos Cravos.




A Internacional, acompanhada por Fidel



Preso militar que capturou Che Guevara

Um juiz boliviano ordenou a prisão do militar Gary Prado Salmón, que capturou em 1967 o comandante Che Guevara. Salmón é acusado em um caso de terrorismo ocorrido em 2009.

A ordem foi emitida pelo juiz Rolando Sarmiento por ele não comparecer às audiências do caso que começaram nesta semana, em Cochabamba.

Mais informações aqui.




A URSS e os 50 anos do homem no espaço

No dia em que se comemoram 50 anos da primeira viagem do homem ao espaço, realizada pelo soviético Yuri Gagarin, não podemos deixar de lembrar que este grande passo da humanidade foi dado pela pátria socialista.


Este fato, por si só, é uma das mais contundentes refutações do sofisma capitalista de que o socialismo não desenvolve a tecnologia. Mostra exatamente o contrário.

É particularmente notável a rapidez do desenvolvimento industrial, tecnológico e cultural da URSS num período tão curto de existência, e tão atribulado.

Em 1917, quando a Rússia fazia a revolução socialista, liderada pelos Bolcheviques, o país era semi-feudal, extremamente atrasado e já estava arrasado pela I Guerra Mundial, na qual participou como lacaio da burguesia imperialista da época. O país foi retirado do conflito só após a tomada do poder pelos Bolcheviques.

Depois disso ainda passou por uma sangrenta guerra civil, que durou até 1923, na qual os contra-revolucionários tiveram apoio de aproximadamente 17 países capitalistas, que enviaram tropas para dentro do território soviético.

Como se isso não bastasse, a partir de 1941 ainda foi invadida pela Alemanha nazista, entrando assim na II Guerra Mundial, na qual, sob o comando de Stalin, derrotou Hitler e salvou a humanidade do nazismo. Perdeu mais de 20 milhões de pessoas, e teve centenas de fábricas e cidades completamente destruídas.

Não obstante, mesmo passando por todos esses problemas, em 1961 a União Soviética foi o primeiro país a enviar o homem ao espaço.

Isso é notável: tudo isso no curto período de 1917 a 1961, e passando por todos os problemas que passou.

Os EUA, por sua vez, nem de longe foram tão afetados pela II Guerra Mundial quanto a URSS o foi. Pelo contrário, se enriqueceram muito com ela. Enquanto a URSS tinha a preocupação de se reconstruir, após 1945, apenas com suas próprias forças, os EUA se desenvolviam às custas da destruição e da carnificina burguesas, e ainda oferecendo generosas ofertas aos países capitalistas europeus para que fizessem o mesmo (o famoso Plano Marshall).

Com tudo isso, mesmo assim os soviéticos chegaram ao espaço oito anos antes dos capitalistas, mostrando a superioridade da sociedade socialista. Pois é apenas numa sociedade deste tipo que um ex-trabalhador do campo, filho de trabalhadores de uma fazenda coletiva e cujo pai era carpinteiro, entra na história como o primeiro ser humano a viajar pelo espaço. O futuro da humanidade está no socialismo.

Clique aqui para visualizar diversas imagens de Gagarin.

Yuri Gagarin com Fidel Castro


Yuri Gagarin com Che Guevara


O jornal Huntsville Times anuncia a façanha soviética



Poster soviético da época



Diploma emitido pelos astronautas estadunidenses



Revista Time da época




Ditadura proletária e violência revolucionária

Trechos extraídos da obra "A revolução proletária e o renegado Kaustky", de Lenin, escrita em 1918.

"O socialismo é contra a violência sobre as nações. Isto é indiscutível. Mas o socialismo é em geral contra a violência sobre os homens. No entanto, exceptuando os anarquistas cristãos e os tolstoianos, ninguém ainda deduziu daí que o socialismo é contra a violência revolucionária. Portanto, falar de «violência» em geral, sem examinar as condições que diferenciam a violência reaccionária da revolucionária, é ser um filisteu que renega a revolução, ou simplesmente enganar-se e enganar os outros com sofismas.

"O mesmo se pode dizer da violência sobre as nações. Toda a guerra consiste em violência sobre as nações, mas isso não impede os socialistas de serem a favor da guerra revolucionária. O carácter de classe duma guerra: essa é a questão fundamental que se coloca a um socialista (se não é um renegado). A guerra imperialista de 1914-1918 é uma guerra entre os dois grupos da burguesia imperialista pela partilha do mundo, pela partilha do saque, pela pilhagem e estrangulamento das nações pequenas e fracas. Foi esta a apreciação da guerra feita pelo Manifesto de Basileia de 1912, foi esta a apreciação que os factos confirmaram. Quem se afastar deste ponto de vista sobre a guerra não é socialista."

[...]

"A democracia pura e simplesmente a «democracia» de que fala Kautsky, não é mais do que uma reprodução desse mesmo «Estado popular livre», isto é, um puro absurdo. Com a sapiência de um doutíssimo imbecil de gabinete, ou com a candura duma menina de 10 anos, Kautsky pergunta: para que é necessária a ditadura, quando se tem a maioria? E Marx e Engels explicam-no:

— Para quebrar a resistência da burguesia;
— para inspirar medo aos reaccionários;
— para manter a autoridade do povo armado contra a burguesia;
— para que o proletariado possa reprimir pela violência os seus adversários.

[...]

"Kautsky não compreende estas explicações. Enamorado da «pureza» da democracia, não vendo o seu carácter burguês, sustenta «consequentemente» que a maioria, uma vez que é maioria, não tem necessidade de «quebrar a resistência» da minoria, não tem necessidade de a «reprimir pela força» — basta reprimir os casos de violação da democracia. Enamorado da «pureza» da democracia, Kautsky incorre por descuido nesse pequeno erro que sempre cometem todos os democratas burgueses, a saber: aceita a igualdade formal (que é completamente mentirosa e hipócrita no capitalismo) por igualdade de facto! Uma ninharia!

"O explorador não pode ser igual ao explorado.

"Esta verdade, por mais desagradável que seja para Kautsky, é o conteúdo mais essencial do socialismo.

[...]

"O que é um traço necessário, uma condição obrigatória da ditadura, é a repressão violenta dos exploradores como classe e, por conseguinte, a violação da democracia pura, isto é, da igualdade e da liberdade em relação a essa classe."




(LENIN, V.I., "A revolução proletária e o renegado Kaustky")

Stalin foi um ditador?

Abaixo traduzo um pequeno trecho de um debate informal ocorrido em um grupo de discussão, entre o professor Grover Furr, dos EUA, e um professor do Reino Unido, cujo nome será mantido em sigilo.

A discussão se deu em torno do título de "ditador" que geralmente é aplicado a Stalin, e que o professor Furr, profundo estudioso do tema, rejeita veemente.

A idéia de publicar este trecho é apenas para mostrar um rascunho, os grandes movimentos ou traços principais de como este tema é abordado pelos dois lados.

Além disso, é importante ressaltar que quando se fala em "ditadura" deve-se sempre perguntar: ditadura de quem sobre quem? Não há dúvidas de que havia uma ditadura na URSS sobre a antiga classe exploradora, assim como no capitalismo os trabalhadores vivem debaixo da ditadura burguesa. A questão que devemos ter em mente, portanto, é se Stalin era um ditador em relação aos trabalhadores, e não às antigas classes exploradoras, que de fato estavam sob a ditadura proletária .

Prof.: "Chamar Stalin de ditador não é tanto uma afirmação sobre Stalin como pessoa, mas sim sobre o Estado sobre o qual ele governava. Havia instituições relevantes que inspecionavam o seu poder? Era possível resistir à sua vontade através de meios políticos legais? Era possível contestar publicamente suas políticas ou defender que ele não deveria manter sua posição? Eu acho que não."

Grover: - Você está enganado. E isso ou porque você não estudou esta questão por si mesmo, ou então não leu alguém que tenha feito isso. Sem dúvida.

De fato, um dos maiores problemas de termos já automatizados nas mentes das pessoas como "ditador" é que eles lhes desencorajam a fazer certas perguntas, pois elas pensam - como você próprio - que essas questões já foram resolvidas e estabelecidas por alguém há muito tempo atrás.

Mas de fato elas não foram resolvidas, de maneira nenhuma.

Em meus artigos eu tenho documentado um grande número de exemplos onde Stalin foi frustrado, não alcançou seus objetivos porque não teve votos suficientes, etc.

Eu tenho encontrado mais exemplos disso do que já publiquei em meus escritos, mas não publico todos simplesmente porque não são relevantes para os temas sobre os quais estou escrevendo.

Mas eu posso te garantir uma coisa: é "politicamente incorreto", inaceitável para a corrente em voga de anticomunistas (e trotskistas) chegar a essa conclusão a despeito de quaisquer evidências.

"Stalin, o ditador" não é um julgamento baseado em evidência. Ao contrário, é uma afirmação de comprometimento ideológico, como a Imaculada Conceição. Evidência é irrelevante.

O historiador russo Iurii Zhukov, um dos membros da Academia Russa, disse em uma conferência alguns anos atrás (eu tenho o transcrito) que ele nunca viu nenhuma evidência de que Stalin era um ditador. Sua afirmação foi simplesmente ignorada.

Isso é um bom exemplo do que estou dizendo. "Stalin, o ditador" é um tipo de senha de respeitabilidade. Se você não repetir estes termos, você não "faz parte do clube" e pode ser deixado no ostracismo.

Prof.: "E é por essa razão que eu não tenho problemas em chamar Stalin de ditador. Não como um insulto, mas apenas como a forma que eu entendo que seu Estado operava, pelo menos a partir da década de 1930. Se Stalin não foi um ditador, então o termo não faz nenhum sentido."

Grover: Você está incorreto. Hitler certamente foi um ditador neste sentido. Stalin não foi.

Prof.: "E da mesma maneira eu não chamaria Khrushchev ou Brezhnev de ditadores, pois seu poder pessoal e autoridade era consideravelmente menor, e a liderança do partido operava muito mais coletivamente e menos formalmente sob seu controle."

Grover:Isso também está incorreto. Khrushchev não agia "coletivamente". Isso era explicitamente uma das maiores razões dadas por aqueles que o tiraram do poder (o transcrito da reunião do Comitê Central na qual ele foi removido de seu gabinete foi publicado em russo).

Prof.:"Quanto a Hitler, há tal unanimidade sobre seu status de ditador que, sim, não há necessidade de reavaliar isso. Mas sempre que há pessoas - como você - que argumentam que Stalin não foi um ditador, então aqueles entre nós que discordam irão reiterar nossa visão."

Grover: Veja acima.

Atencionsamente,
Grover Furr

As razões do golpe de 64

Por Emir Sader


As visões descritivas dos grandes acontecimentos históricos tendem a reduzi-los a contingências – a Primeira Guerra, a um episodio menor – ou a idiossincrasias – a personalidade de Hitler. No caso do golpe no Brasil, a imprensa golpista da época se centrava nos supostos “abusos” do governo Jango, que teriam levado à intervenção dos militares para “salvar a democracia” – lugar comum nos editoriais da época.

O movimento que desembocou no golpe de 1964 na realidade vem de longe. Podemos remontá-lo ao começo da Guerra Fria, no fim da Segunda Guerra e no começo do segundo pós-guerra, quando os EUA reciclavam sua definição de inimigos do bloco derrotado na guerra, para a URSS. Não seria possível explicar a brutalidade das bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki, sem levar em conta a nova atitude norteamericana de mostrar para a URSS sua superioridade nuclear, que iria definir o começo do novo período. De capa da revista Times há poucos anos antes, como herói da luta pela democracia, Stalin se tornava a encarnação do mal que haveria que evitar: o “espectro do comunismo”.

Foi nesse momento que os EUA elaboraram a Doutrina da Segurança Nacional, que propunha que os Estados se transformassem em quarteis generais na luta contra a “subversão” e o “comunismo”. Todo tipo de conflito, de divergência, de expressão de descontentamento social seria classificado como “subversão”, expressão de interesses estrangeiros e deveria ser extirpado. A instalação de ditaduras militares, que blindassem os Estados, seria o objetivo ideal.

Da geração de militares brasileiros que foi à guerra da Itália, Humberto Castello Branco e Golbery do Couto e Silva, estreitaram ali laços com as tropas nortemamericanas e, na volta para o Brasil, fundaram a Escola Superior de Guerra, que passou a ser o lugar estratégico de formulação, difusão e formação de pessoal das FFAA baseado na Doutrina de Segurança Nacional.

Os anos 50 foram anos de ensaios de golpe, contra Getúlio e contra JK, depois na renúncia do Jânio. Enquanto isso o Brasil crescia, distribuía renda, afirmava uma politica internacional própria. Os investimentos norteamericanos foram voltando com força – depois do longo interregno desde a crise de 1929-, até que, com a chegada da indústria automobilística, deslocaram para si o eixo da economia e condicionaram fortemente o consumo de luxo. Mas ao mesmo tempo o mercado interno se expandia na direção do consumo de bens de consumo popular nas grandes cidades e também no campo, onde se estendia o processo de sindicalização rural, pela primeira vez.

As duas dinâmicas se chocavam: a da democratização do consumo e a do consumo de luxo junto à exportação. A ditadura resolveu o conflito a favor desta. Além da brutal repressão que desatou contra tudo o que significasse democracia, desde o começo o regime militar teve um caráter de classe muito definido: interveio em todos os sindicatos, perseguiu a seus lideres e determinou um arrocho salarial, o que significou uma situação extraordinariamente favorável à superexploração dos trabalhadores e à acumulação favorável ao grande capital nacional e estrangeiro.

Ao contrario do que alguns pensavam, a ditadura não significou o retrocesso da expansão economia e da industrialização no Brasil. O fim da democracia e a imposição da ditadura foram funcionais ao capitalismo. Brecaram as demandas populares mediante o arrocho, bloquearam as demandas salariais pela intervenção e repressão aos movimentos populares, enquanto abria a economia ao capital estrangeiro, liberava o envio de royalties ao exterior e favorecia de todas as maneiras a concentração em favor das grandes empresas nacionais e estrangeiras.

O chamado “milagre” tinha um santo: a ditadura, a repressão, os golpes ao movimento popular e à democracia. Foi uma ditadura articulada com os planos da guerra fria dos EUA e com o modelo de acumulação do grande capital – que se desenvolveu em base à concentração no consumo de luxo, na superexploração dos trabalhadores e na exportação. Avançou o Brasil desigual, injusto, de concentração de renda, de exclusão social, de prepotência, de terror, de poder do capital, dos latifundiários, dos donos da mídia privada. O Brasil que recentemente começamos a superar, daí a oposição dos herdeiros da ditadura.

Cubadebate agora em português

Reproduzimos informação de Cubadebate.cu

Com versões das Reflexões de Fidel Castro e artigos da atualidade sobre diversos temas nacionais e internacionais, Cubadebate inaugura hoje sua página em idioma português, que pode ser acessada no endereço http://pt.cubadebate.cu/

Esta página se une às versões em inglês e em francês de uma série de multiblogs em pelo menos 8 idiomas que começamos a publicar, como preparação para um novo design de nosso site, presente na internet desde 5 de agosto de 2003.

Não é um espelho mimético do site em espanhol. Cubadebate em português reproduz alguns de nossos materiais mais populares e os serviços da chamada web 2.0, com canais próprios no Facebook e no Twitter, além de manter abertas suas páginas com as opiniões dos internautas. Também possui um canal com informações do Brasil, com a conta Cubadebate_bra


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O que é capitalismo?

O trecho abaixo foi extraído do livro "Sobre as greves", de Lenin. Define sucintamente o capitalismo e fala sobre a luta entre os capitalistas e os trabalhadores sobre o salário.

Denomina-se capitalismo a organização da sociedade em que a terra, as fábricas, os instrumentos de produção, etc. pertencem a um pequeno número de latifundiários e capitalistas, enquanto a massa do povo não possui nenhuma ou quase nenhuma propriedade e deve, por isso, alugar sua força de trabalho.

Os latifundiários e os industriais contratam os operários, obrigando-os a produzir tais ou quais artigos, que eles vendem no mercado. Os patrões pagam aos operários exclusivamente o salário imprescindível para que estes e sua família mal possam subsistir, e tudo que o operário produz acima dessa quantidade de produtos necessária para a sua manutenção o patrão embolsa; isso constitui seu lucro.

Portanto, na economia capitalista, a massa do povo trabalha para os outros, não trabalha para si, mas para os patrões, e o faz por um salário.

Compreende-se que os patrões tratem sempre de reduzir o salário; quanto menos entreguem aos operários, mais lucro lhes sobra. Em compensação, os operários tratam de receber o maior salário possível, para poder sustentar sua família com uma alimentação abundante e sadia, viver numa boa casa e não se vestir como mendigos, mas como se veste todo mundo. Portanto, entre patrões e operários há uma constante luta pelo salário: o patrão tem liberdade de contratar o operário que quiser, pelo que procura o mais barato. O operário tem liberdade de alugar-se ao patrão que quiser, e procura o mais caro, o que paga mais. Trabalhe o operário na cidade ou no campo, alugue seus braços a um latifundiário, a um fazendeiro rico, a um contratista ou a um industrial, sempre regateia com o patrão, lutando contra ele pelo salário.

Morre sobrinha de Lenin

Morreu ontem (25/03/2011) uma das últimas familiares de Lenin, sua sobrinha Olga Ulyanova.

Lenin não teve filhos, e Olga era filha do irmão mais novo de Lenin, Dmitry Ulyanov, que também foi do Partido Bolchevique.

Ela tinha 89 anos, era professora de Química e escreveu diversos livros falando positivamente de seu tio.

Ela dizia ter ótimas lembranças de quando brincava no Kremlin com os filhos de outros camaradas líderes do Partido Bolchevique, mas disse que nunca abusou de seu status de "queridinha" do tio Lenin.

Após o colapso da URSS ela se opôs àqueles que queriam enterrar o corpo de Lenin, que se encontra embalsamado num mausoléu, na Praça Vermelha, aberto à visitação pública.

Agora, um dos últimos parentes vivos de Lenin é o padre Dmitry Ulyanov, que segundo um jornal conservador russo, exigiu que sua paróquia adorasse imagens de Lenin e de Stalin (será?).

Fonte: http://redantliberationarmy.wordpress.com/2011/03/25/niece-of-vladimir-lenin-dies-in-moscow/

Vídeo: após um bombardeio em Trípoli

Imagens gravadas logo após um bombardeio em Trípoli, capital da Líbia. Parabéns ao "Prêmio Nobel da Paz", presidente Obama, e ao consórcio imperialista. É para isso que vieram ao mundo.





Amor e Revolução - nova novela do SBT

A julgar pelo trailer, parece que esta nova novela do SBT terá uma boa linha política. Mas vamos aguardar a estréia, com cautela e muitas reservas.




Mais revolta nos EUA: agora em Maryland

"Eu nunca vi algo parecido com isso". Assim se expressou o secretário do departamento de serviços gerais do estado de Maryland, Alvin Collins, enquanto observava milhares de trabalhadores sindicalizados marchando rumo à assembléia do estado.

Aproximadamente 36 estados americanos (de um total de 50) estão adotando medidas de cortes contra os trabalhadores, retirando verbas da educação, da saúde e das pensões, como é o caso de Maryland.

Na cidade de Annapolis milhares de pessoas manifestaram em frente à assembléia visando proteger suas pensões e o financiamento da educação pública.

Participaram do movimento trabalhadores dos maiores sindicatos do estado, incluindo o "American Federation of State, County and Municipal Employess" e da "Maryland State Education Association", que representa os professores. Eles tocaram sinos e fizeram muito barulho, gritando palavras de ordem.

O governador Martin O'Malley pretende aumentar impostos para cubrir um suposto déficit de U$19 bilhões em pensões. Ele já submeteu à assembléia, em janeiro, um projeto de lei para cortar U$94 bilhões de dólares das escolas públicas.

"Este é o cara que gosta de você, e olha o que está fazendo por você", disse Thomas Corkran, um aposentado de manutenção e reparos, que passou 21 anos de sua vida ensinando detentos a fazer reparos em prédios públicos.

Um trio de professoras do sul do estado disse que vieram à manifestação porque queriam que os legisladores entendessem a dor que sentiriam se suas pensões sofressem cortes.

"Nós trabalhamos muito e agora simplesmente nos dizem que nosso dinheiro não está lá", afirma Angela Baker, que foi professora de matemática por 28 anos.

Kathy Miles, por 30 anos também professora de matemática, ironiza: "Não ligaríamos se os legisladores tomassem do mesmo veneno que nos aplicam."


Stalin - história crítica de uma lenda negra

Praticamente toda a literatura do Ocidente em torno da vida e da obra de Stalin é uma construção da Guerra Fria. São distorções gritantes, falsificações grosseiras e omissões criminosas sobre a vida do líder soviético.

Mas Losurdo, nesta obra, critica com grande desenvoltura temas que, por repetidos por mais de mil vezes e em mais de mil lugares, acabaram por se tornar "verdades" sobre Stalin.

Ele desmistifica a falsa assimilação entre Hitler e Stalin, mostrando a distância abismal entre os dois, tanto no plano político quanto ideológico. Mostra como, na verdade, havia mais afinidades entre Hitler e os líderes ocidentais (Churchill e Roosevelt, principalmente), do que entre este e Stalin.

Também desconstroi mitos como o antissemitismo de Stalin e o Holodomor (suposta fome ucraniana causada por ele). Sobre a "carestia terrorista", documenta fomes provocadas pela Inglaterra colonial e pelos EUA que simplesmente são omitidos nos mesmos livros de história que caluniam Stalin.

Contextualiza o "grande terror" e mostra como a situação política da década de 1930 foi uma reação do governo soviético a conspirações reais que ameaçavam o país (que chegaram até mesmo a assassinar Kirov).

O que tem se difundido no ocidente sobre Stalin é uma "lenda negra", que realmente não é nada mais que isso: lenda, mito. Daí a necessidade de se escrever uma história crítica sobre essa "lenda negra".

Autores modernos tentam até mesmo fazer análises psicológicas de Stalin, atribuindo-lhe psicopatologias para explicar o tal "terror". Mas o curioso é que o próprio Sigmund Freud não teve interesse em analisar Stalin, mas escreveu em seu tempo justamente sobre o presidente dos EUA, Wilson!

Enfim, esta obra, juntamente com "Stalin - um novo olhar", de Ludo Martens, é leitura obrigatória para quem quer ir além da cortina de fumaça construída pela Guerra Fria e seus ideólogos, tais como Hannah Arendt, autora comprovadamente patrocinada pela CIA.


Onda de protestos só cresce nos EUA: agora é Ohio

Ataque furioso contra os trabalhadores: greve pode virar crime e dar cadeia em Ohio. Mais de 8.500 pessoas protestam, engrossando a onda de manifestações em vários pontos dos EUA.

A onda de protestos só cresce nos EUA. Uma multidão de 8.500 pessoas se reuniram no Parlamento de Ohio, na cidade de Columbus, contra o projeto de lei antitrabalhista conhecido como "Senate Bill 5", que era esperado para votação nesta terça, mas que ainda pode ser votado nesta semana.



O projeto, com apoio do governador republicano John Kasich, proibiria a negociação coletiva para 42.000 trabalhadores do estado, além de outros 19.500 trabalhadores da universidade estatal e do sistema de ensino. Ele também reduziria o direito de greve dos trabalhadores do estado ao permitir que os grevistas sejam substituídos permanentemente, além de proibir o aumento automático de salários, o direito de atestado médico para professores e forçaria os trabalhadores a pagar pelo menos 20% do valor do plano de saúde.

O projeto, em sua atual versão, é um ataque muito mais amplo aos direitos dos trabalhadores do que era em seu início. Uma emenda proposta pelo senador Shannon Jones eliminaria o direito de greve para todos os funcionários públicos. Trabalhadores que violarem a proibição estatal de greve terão retidos até o dobro do valor de cada dia de paralisação. Se a proibição violada for de um tribunal, a multa pode ser de até U$1.000,00 e 30 dias de cadeia.

Na manifestação desta terça (01/03/2011) estavam presentes estudantes, enfermeiros, professores e várias outras categorias do estado. A presença da polícia foi intensa, e o número permitido de pessoas na assembléia foi reduzido.

Um estudante da Universidade do Estado de Ohio que agitava a multidão invocou as lutas da Líbia, do Egito e da Tunísia, dizendo que os trabalhadores de Ohio deveriam seguir seu exemplo e se insurgir por mudanças sociais.

Apesar de ser dirigida contra o partido republicano e seu governo em Ohio, pode-se perceber através dos cartazes e dos discursos que os trabalhadores lutam contra ataques na queda do padrão de vida e por direitos democráticos, que estão sendo esmagados tanto por Democratas quanto por Republicanos.

Um trabalhador afirmou: "Não se trata de republicano ou democrata, mas sim de um assalto contra a classe trabalhadora e nossas famílias. Se não nos levantarmos agora, quem sabe como será o mundo para meus filhos?"


Protestos nos EUA destroem mitos sobre a juventude e os trabalhadores americanos

Por uma semana inteira, trabalhadores e estudantes do estado de Wisconsin fizeram uma onda de protestos na Assembléia Legislativa em Madison. A revolta foi centralizada pela ocupação do prédio da assembléia, com vários comícios e marchas na região.


A principal exigência do movimento é impedir os ataques do governo direitista de Scott Walker e seus empresários apoiadores. Os cortes contra professores, enfermeiros e empregados de outros setores públicos iriam privá-los de vários direitos e reduzir drasticamente os salários e benefícios. Menos de um terço da população aprova as medidas do governo.

No dia 19 de fevereiro, mais de 100 mil pessoas saíram às ruas de Madison para o protesto. A luta em curso mostra que os trabalhadores e os estudantes tem o poder de se unir e lutar por mudanças reais. Abaixo estão alguns mitos que foram desmascarados por essa luta histórica de Wisconsin.

Mito: A juventude e os estudantes estão muito alienados para se preocupar com política.

Verdade: A juventude e os estudantes são o ponto vital de todo movimento, e sua energia política e inovação moldam toda luta da classe trabalhadora.

Os fatos: Os estudantes fecharam quase todas as escolas de Madison em solidariedade aos sindicatos. Por vários dias, milhares de estudantes marcharam de suas escolas ao prédio da assembléia. Um estudante de 14 anos disse: "Nós saímos da escola para fazer a coisa certa - defender nossos professores dos ataques do governo."

A ocupação da Assembléia de Wisconsin está sendo realizada por estudantes, que ficam cantando por horas, fazendo discursos no meio da Assembléia e ajudando a liderar os protestos. Universitários de outras partes do estado tem utilizado as mídias sociais para espalhar a notícia.

Algumas paredes do prédio da assembléia estão cheios de slogans progressistas, pró-sindicatos e anti-Walker, a maioria deles escritos à mão. No dia 20 de fevereiro a polícia interviu e removeu as placas e as faixas.

Mito: Consciência de classe e unidade dos trabalhadores americanos é coisa do passado.

Verdade: A consciência de classe emerge novamente como resultado da crise econômica do capitalismo e da guerra da classe capitalista contra os trabalhadores.

Os fatos: Pelos cartazes nos protestos de massa em Madison, é fácil ver que os trabalhadores de Wisconsin veem o ataque sobre os trabalhadores do setor público como um ataque sobre toda a classe trabalhadora.

Membros do PSL (Partido do Socialismo e da Libertação) conversaram com milhares de trabalhadores nos protestos, e notaram que a maioria tinha bem claro o fato que Wall Street e os bilionários estão a caminho da guerra contra a classe trabalhadora e que a união para a luta é a única solução.

Mito: Os trabalhadores dos EUA nunca se preocuparão com atividade política de massa.

Verdade: Uma luta de massas, como a batalha dos trabalhadores de Wisconsin, enfatiza o fato que os trabalhadores podem e efetivamente entendem de política e são os primeiros a se incorporar em atividade política de massa.

Os fatos: Descendo pela Rua State, uma rua movimentada que leva à assembléia, pensava-se que os muitos trabalhadores reunidos do lado de fora dos restaurantes aguardavam para comer. Errado. Os alto-falantes dos restaurantes estavam noticiando as últimas novidades. No meio do dia, trabalhadores dos EUA estavam parados no meio da rua do lado de fora da assembléia, ansiosamente tentando ouvir as notícias sobre o progresso da luta contra o governo.

Mito: Alguns trabalhadores americanos não são da "classe trabalhadora".

Verdade: Todas as pessoas que vão ao trabalho todos os dias e recebem um salário por seu trabalho são parte da classe trabalhadora. A necessidade de luta sob o sistema capitalista une todos os trabalhadores - neste momento podemos ver nosso poder como uma classe. Os trabalhadores nas ruas de Madison são pró-sindicatos e anti-Tea Party, não anti-classe trabalhadora.

Os fatos: Professores, enfermeiros e outros empregados públicos, representantes de todos os trabalhadores sindicalizados ou não, alguns dos quais se consideram "classe média", todos estão entusiasticamente se juntando aos protestos nas ruas, ocupando os principais prédios do governo para derrotar este ataque sobre a classe trabalhadora.

Eles estão marchando por horas, fazendo coro contra as medidas do governo e cantando juntos sobre direitos civis e canções trabalhistas. O alto nível de solidariedade dos protestos é muito claro.

Todos os setores da classe trabalhadora estão presentes nas ações de rua em Madison, e a maioria da cidade está com os trabalhadores. Cartazes nas janelas em regiões comerciais apoiam os trabalhadores.

É extremamente alta a hostilidade contra a Fox News, financiada por bilionários e pelos racistas do Tea Party. Os protestos de 19 de fevereiro foram incentivados pela notícia que o Tea Party também faria um protesto dando apoio às medidas do governo de Walker. Muitos cartazes conclamaram os trabalhadores a rejeitarem o Tea Party.

Trabalhadores em Ohio, que enfrentam situação semelhante, também entraram em ação na assembléia do estado em Columbus. Protestos de solidariedade também aconteceram em Chicago, Minneapolis, New York e em outras cidades.

Mito: Os trabalhadores nunca se levantarão para desafiar os ricos e poderosos.

Verdade: Os trabalhadores de Wisconsin estão se erguendo e mantendo a luta para derrubar a campanha da classe dominante para falir os setores públicos. Uma luta mais ampla contra o capitalismo não é apenas possível, é inevitável.

Os fatos: A cada dia os protestos de Wisconsin tem se tornado maiores e mais militantes. Em 19 de fevereiro as massas de Wisconsin e de todo o Midwest tomaram a assembléia por mais de sete horas. E novos protestos estão planejados.

Juntamente com uma importante organização do sindicato, a luta de Wisconsin está sendo dirigida por um genuíno levantamento de trabalhadores e estudantes.

Mito: Trabalhadores americanos nunca lutarão junto com trabalhadores de outros países.

Verdade: Luta em comum e solidariedade entre trabalhadores de diferentes países é possível porque eles enfrentam situações similares num mundo dominado pelo imperialismo norte-americano e por um punhado de bilionários.

Os fatos: Uma parte significante dos cartazes feitos à mão nos protestos faziam referência à revolução egípcia. Conversando com os estudantes e os trabalhadores no local, ficou claro que o exemplo do Egito está em suas mentes. Ele teve um impacto material na luta de Wisconsin.

Vídeo do protesto:


Tradução e adaptação de Glauber Ataide. Original em www.pslweb.org.

Privatização total na Inglaterra

Agora que o socialismo não é mais uma "ameaça" tão imediata quanto na época da URSS, o tal do estado de bem-estar social, até então considerado intocável nesta parte da Europa, está sendo completamente desmantelado.

A Inglaterra está entrando num processo de privatização de todos os seus serviços públicos, com o discurso de que tem que acabar com o monopólio estatal desses serviços e melhorá-los para a população, "reduzindo a burocracia", "economizando" e (pasmem!) acabando com uma era de serviços retrógrados (!!!). Ao que planejam fazer deram o nome de "Great Society".

Agora empresas privadas poderão administrar escolas, hospitais, rodovias, parques, etc. Os detalhes da privatização ainda não foram divulgados. Partidos de oposição (Labour Party) e sindicatos protestam.

Mais um episódio da novela "Os trabalhadores pagam pela crise do capital", reprisado no "É doloroso ver de novo."

Fonte: aqui


Perfil mundial e latino-americano

A Universidade de Bergen, na Noruega, desenvolve um Programa Internacional de Estudos Comparativos sobre a Pobreza. Suas análises, como observa o cientista social Atílio A. Boron, da Argentina, têm desmoralizado o discurso oficial elaborado, nos últimos trinta anos, pelo Banco Mundial, e reproduzido incansavelmente pelos grandes meios de comunicação, autoridades governamentais, acadêmicos e intelectuais.

Hoje, habitam o planeta 6,8 bilhões de pessoas. Das quais, 1,2 bilhão são desnutridos crônicos (FAO, 2009); 2 bilhões não têm acesso a medicamentos (www.fic.nih.gov); 884 milhões vivem sem água potável (OMS/UNICEF, 2008); 924 milhões estão sem teto ou se abrigam em moradias precárias (ONU Habitat, 2003); 1,6 bilhão não dispõem de eletricidade (ONU, Habitat, Urban Energy); 2,5 bilhões não contam com saneamento básico (OMS/UNICEF, 2008); 774 milhões de adultos são analfabetos (www.uis.unesco.org ); 18 milhões morrem, por ano, devido à pobreza, a maioria crianças com menos de 5 anos (OMS); 218 milhões de jovens, entre 5 e 17 anos, trabalham em regime de semiescravidão (OIT: La eliminación del trabajo infantil: un objetivo a nuestro alcance, 2006)

Entre 1988 e 2002, os 25% mais pobres da população tiveram sua participação na renda mundial reduzida de 1,16% para 0,92%. A parcela 10% mais rica, que antes dispunha de 64,7% da riqueza mundial, ampliou sua fortuna, passou a dispor de 71,1%. O enriquecimento de uns poucos tem, como contrapartida, o empobrecimento de muitos, alerta Boron.

Apenas este aumento de 6,4% da fortuna dos mais ricos seria suficiente para duplicar a renda de 70% da população mundial! O que significaria salvar milhares de vidas e reduzir a penúria e o sofrimento dos mais pobres. Boron enfatiza: tal benefício se obteria tão somente redistribuindo os ganhos adicionais, entre 1988 e 2002, dos 10% mais ricos da população mundial, sem tirar um centavo de suas exorbitantes fortunas. Infelizmente tal medida soa inaceitavelmente odiosa para as classes dominantes do capitalismo mundial.

Eis a conclusão de Boron a partir dos dados da universidade norueguesa: "Se não se combate a pobreza (nem se fala em erradicá-la sob o capitalismo) é porque o sistema obedece a uma lógica implacável centrada na obtenção do lucro, na concentração de riqueza e no aumento incessante da pobreza e da desigualdade econômico-social."

Se 2/3 da humanidade vivem, segundo a ONU, abaixo da linha da pobreza (= renda mensal inferior a US$ 60), não se pode considerar o capitalismo um sistema exitoso. Como o socialismo do Leste europeu, ele também fracassou. A diferença é que fracassou para a maioria da população mundial. E entre aqueles que celebram equivocadamente sua vitória -para eles, bem entendido-, a maioria não se dá conta de que o capitalismo causa desagregação social, destruição do meio ambiente, corrupção política, crise moral e incremento de conflitos bélicos.

Na América Latina, em fins de maio a Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e Caribe, vinculada à ONU) alertou para a dilatação dos níveis de desigualdade social. Embora o PIB continental possa crescer cerca de 4% este ano, há muita disparidade no interior dos países. No Brasil, por exemplo, Brasília é nove vezes mais rica do que o Piauí. No Peru, a região andina de Huancavelica é sete vezes mais pobre do que a parte costeira de Moquegua, no sul.

Há "territórios vencedores e perdedores", afirmou a secretária-executiva da Cepal, Alicia Bárcena, na apresentação do informe. O desafio é "crescer para igualar", e o Estado deve cumprir um papel mais ativo nesse sentido, e não deixar a tarefa para o mercado, propôs Bárcena.

As nações com maiores desigualdades são Bolívia, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Paraguai, Peru e República Dominicana, que, no biênio 2007/8, investiram, em média, apenas US$ 181 por pessoa em políticas sociais. Brasil, Argentina, Chile, Costa Rica, Panamá e Uruguai investiram, em média, US$ 1.029 naquele mesmo período. Esse bloco ostenta o maior PIB por pessoa na América Latina. A meio caminho estão Colômbia, México e Venezuela, com investimento médio de US$ 619.

O acesso à educação é um funil perverso. Entre jovens mais pobres, apenas 1 em cada 5 conclui o ensino médio. Entre os mais ricos, 4 em cada 5 o concluem.

Segundo a Cepal, para reduzir essa iniquidade, os países com menor gasto social teriam que investir entre 6% e 9% do PIB para assegurar cesta básica mensal à sua população menor de 5 anos, ao grupo com idade acima dos 65 e aos desempregados. No caso das crianças entre 5 e 14 anos, o cálculo se baseia na metade da cesta. O custo para as nações com maior gasto social oscilaria entre 1% e 1,5% do PIB e, para os países intermediários, entre 2% e 4%.

Apesar desses desafios, a Cepal reconhece um significativo aumento do gasto social global na América Latina: entre 1990 e 2008, passou de 12% para 18%. Houve também queda da pobreza regional: entre 2002 e 2008, baixou de 44% para 33%. No entanto, considera tais avanços insuficientes. O gasto social precisa aumentar ainda mais, sobretudo agora que o impacto da crise mundial provoca perda do poder aquisitivo das famílias e arrasta 9 milhões de pessoas para a pobreza.

Frei Betto *

[Autor de "Diário de Fernando - nos cárceres da ditadura militar brasileira" (Rocco), entre outros livros. www.freibetto.org - twitter: @freibetto
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* Escritor e assessor de movimentos sociais

Stalin combate o culto à personalidade

Esta pequena carta é um exemplo de como o camarada Stalin combatia o chamado "culto à personalidade", mostrando, assim, que todo o prestígio que ele tinha entre o povo era sincero e espontâneo, e não algo promovido por ele.

Carta sobre publicações para crianças, dirigida ao Comitê Central da Juventude Comunista de Toda a União

16 de fevereiro de 1938

Sou absolutamente contra a publicação de "Histórias da infância de Stalin".

O livro abunda de inexatidões de fatos, de alterações, de exageros e louvores imerecidos. Alguns escritores amadores, escrevinhadores (talvez honestos escrevinhadores) e alguns aduladores levaram o autor a perder-se. É uma vergonha para o autor, mas um fato permanece um fato.

Mas isso não é o mais importante. O mais importante reside no fato de que o livro tem uma tendência de gravar nas mentes das crianças soviéticas (e do povo em geral) o culto à personalidade de líderes, de heróis infalíveis. Isso é perigoso e prejudicial. A teoria dos "heróis" e da "multidão" não é Bolchevique, mas uma teoria Social-Revolucionária. Os heróis fazem o povo, tranformam a multidão em povo, assim dizem os Social-Revolucionários. O povo faz os heróis, assim respondem os Bolcheviques aos Social-Revolucionários. O livro joga água no moinho dos Social-Revolucionários. Não interessa que livro traga água ao moinho dos Social-Revolucionários, este livro será afogado na nossa causa comum Bolchevique.

Eu sugiro que este livro seja queimado.

J. Stalin

Voprosy Istorii No. 11, 1953 J. STALIN (Questions of History)
Se encontra no Volume XIV das Obras Completas de J. Stalin.
Tradução de Glauber Ataide


Poema e música em homenagem a Stalin

O vídeo abaixo é de uma canção baseada na parte II do poema, também abaixo, de Rafael Alberti, que o compôs em 9 de março de 1953, por ocasião da morte de Stalin.



Redoble lento por la muerte de Stalin

I

Por encima del mar, sobre las cordilleras,
a través de los valles, los bosques y los ríos,
por sobre los oasis y arenales desérticos,
por sobre los callados horizontes sin límites
y las deshabitadas regiones de las nieves
va pasando la voz, nos va llegando
tristemente la voz que nos lo anuncia.

José Stalin ha muerto.

A través de las calles y las plazas de los
grandes poblados,
por los anchos caminos generales y
perdidos senderos,
por sobre las atónitas aldeas, asombradas campiñas,
planicies solitarias, subterráneos
corredores mineros, olvidadas
islas y golpeados litorales desnudos
va pasando la voz, nos va llegando
tristemente la voz que nos lo anuncia.

José Stalin ha muerto.

Va cruzando las horas oscuras de la
noche,
la madrugada, el día, los extensos
crepúsculos,
todo lo austral y nórdico que
comprende la tierra,
y no hay razas, no hay pueblos, no hay rincones,
no hay partículas mínimas del mundo
en donde no penetre la voz que va llegando,
la voz que tristemente nos lo anuncia.

José Stalin ha muerto.

II

(A dos voces)
1. Padre y maestro y camarada:
quiero llorar, quiero cantar.
Que el agua clara me ilumine,
que tu alma clara me ilumine
en esta noche en que te vas.

2. Se ha detenido un corazón.
Se ha detenido un pensamiento.
Un árbol grande se ha doblado.
Un árbol grande se ha callado.
Mas ya se escucha en el silencio.

1. Padre y maestro y camarada:
solo parece que está el mar.
Pero las olas se levantan,
pero en las olas te levantas
y riges ya en la inmensidad.

2. Cerró los ojos la firmeza,
la hoja más limpia del acero.
Sobre su tierra se ha dormido.
Sobre la Tierra se ha dormido.
Mas ya se yergue en el silencio.

1. Padre y maestro y camarada:
vuela en lo oscuro un gavilán.
Pero en tu barca una paloma,
pero en tu mano una paloma
se abre a los cielos de la paz.

2. Callan los yunques y martillos.
El campo calla y calla el viento.
Mudo su pueblo le da vela.
Mudos sus pueblos le dan vela.
Mas ya camina en el siencio.

1. Padre y maestro y camarada:
fuertes nos dejas, Mariscal.
Como en las puntas de la estrella,
como en las puntas de tu estrella
arde en nosotros la unidad.

2. Vence el amor en este día.
El odio ladra prisionero.
La oscuridad cierra los brazos.
La eternidad abre los brazos.
Y escribe un nombre en el silencio.

III

No ha muerto Stalin. No has muerto.
Que cada lágrima cante
tu recuerdo.
Que cada gemido cante
tu recuerdo.
Tu pueblo tiene tu forma,
su voz tu viril acento.

No has muerto.
Hablan por ti sus talleres,
el hombre y la mujer nuevos.
No has muerto.

Sus piedras llevan tu nombre,
sus construcciones tu sueño.
No has muerto.

No hay mares donde no habites,
ríos donde no estés dentro.
No has muerto.

Campos en donde tus manos
abiertas no se hayan puesto.
No has muerto.

Cielos por donde no cruce
como un sol tu pensamiento.
No has muerto.

No hay ciudad que no recuerde
tu nombre cuando era fuego.
No has muerto.

Laureles de Stalingrado
siempre dirán que no has muerto.
No has muerto.

Los niños en sus canciones
te cantarán que no has muerto.
Los niños pobres del mundo,
que no has muerto.

Y en las cárceles de España
y en sus más perdidos pueblos
dirán que no has muerto.

Y los esclavos hundidos,
los amarillos, los negros,
los más olvidados tristes,
los más rotos sin consuelo,
dirán que no has muerto.

La Tierra toda girando,
que no has muerto.
Lenin, junto a ti dormido,
también dirá que no has muerto.

Rafael ALBERTI
Buenos Aires, 9 marzo 1953